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quinta-feira, 21 de julho de 2016

ENXADRISTAS DE MUTUM NA ESTADUAL DO JEMG




Três atletas de Mutum estão classificadas para a etapa Estadual do JEMG (JOGOS ESCOLARES DE MINAS GERAIS).
SÃO ELAS:
MÓDULO I
Jaqueline Lomba da Silva, da E.E. Maria Luiza Alves Vieira.
MÓDULO II
Aléxia Gabriela Almeida Martins e Luana Souza Marques, ambas da E.E. Dionysio Costa.

Elas não representam somente suas escolas, mas todo um projeto desenvolvido por vários professores de educação física e professores de outras áreas, como matemática, na introdução e desenvolvimento do Xadrez Escolar em nossas instituições de ensino da rede pública.
Por trás de todo esse trabalho, sempre frisamos isso, está a Fundação Brasileira de Xadrez, de Ipatinga-MG, que chegou até Mutum pelo incentivo da AMMVA, na pessoa de seu então presidente , Deusdeth Junior Amorim.

Contar com três atletas em quatorze classificados para a etapa Estadual prova que estamos no caminho certo.

sábado, 14 de novembro de 2015

ENXADRISTAS DE MUTUM: WALYSTHER CAIO




Estamos na segunda postagem da série Enxadristas de Mutum, com o objetivo de registrar a história da introdução e desenvolvimento do Xadrez em Mutum, a partir da iniciativa da AMMVA (Associação dos Mutuenses Moradores no Vale do Aço), em parceria com a FBX (Fundação Brasileira de Xadrez).
O bate-papo dessa vez foi com Walysther Caio, que se desenvolveu no xadrez graças ao Projeto implantado na Escola Estadual Juarez Calixto da Cruz Jr, em Santa Rita, pelo professor José Antonio Barcelos, entre outros profissionais.

Questionado se joga sempre, Walysther responde: _Quando eu tinha foco e objetivo jogava todo dia. Hoje em dia a lei da vida me fez afastar-me daquilo que gosto. Mas ainda jogo ocasionalmente e futuramente planejo montar algum projeto para levantar em nossa região esse esporte/jogo/arte tão fantástico!

Ele também fala do seu sonho: _Era meu sonho desde criança. Ser reconhecido e tornar-me GM (Grande Mestre de Xadrez), o título mais top, digo, mais reconhecido da categoria. Infelizmente a falta de oportunidade na região não me deu muitas escolhas, fiquei velho e a necessidade básica de viver sempre grita mais alto.

Menciona o apoio da família:  _A família sempre gostou de me ver ganhando e sabia apoiar quando perdia, apesar de eu não me perdoar.

Depois estudando o Ensino Médio na Escola Estadual Dionysio Costa, ele participou do JEMG (jogos escolares de Minas Gerais) e disputou os eventos em Mutum, e Ipatinga, realizados pela parceria da AMMVA com a FBX.


Falando sobre suas táticas, ele nos revela quando questionado sobre o seu ponto forte no xadrez: _ Sobre o jogo, meu ponto fundamental era nunca desistir. Meu jogo poderia estar acabado, mas gostava de levar a "guerra" a frente e fazer umas graças ao adversário. Jogo pra mim tem que ter Xeque-mate! Odeio quando os jogadores se dão por vencidos sem mesmo tentar continuar. O Xadrez Científico, sabemos que a matemática não falha, e sim o jogo está acabado. Todavia, se tratando de pessoas, eu acredito que o jogo deve prosseguir ainda que se saiba que está "morto"! Isto é uma arte milenar de guerra, é um desrespeito não levar "a batalha a frente".

Em que jogada você tem mais habilidade?
Gosto de todas. Não sou conservador, as vezes crio variações dos jogos estudados e faço uma "graça" ao adversário que só sabe a decoreba. (Porém isso é arriscado). Particulamente falando, no meio-jogo eu era craque em fazer jogadas com os cavalos, principalmente à descoberto em 5 jogadas. Também era muito bom em finais de peão e torre.

Hoje Walysther Caio estuda na FACIG de Manhuaçu, cursa Direito, e diz que muitos amigos jogavam e pararam. Só ele e seu amigo (que em breve também estará nessa série) Walace, continuaram. Segundo ele, muita gente “mexe” com  Xadrez, mas precisam treinar mais.

Finalizando o bate-papo ele deixa uma dica para quem pratica xadrez: “Não desista. Nunca desista. Tanto no jogo como nos objetivos. Leve seu ritmo até o "Xeque-mate da vida" ou a sua vitória.”

E um recado para quem ainda não pratica: “Deveriam conhecer o jogo. Ele é a mais fantástica criação humana em se tratando de Arte, Esporte e Jogos. Quem o pratica aumenta sua percepção de vida e conhecimento, até mesmo de seu "eu" interior. Aprenda a jogar, não custa nada!”

VEJA A PRIMEIRA POSTAGEM DA SÉRIE EM: CARINE GARCIA LIMA.

domingo, 13 de setembro de 2015

ENXADRISTAS DE MUTUM: CARINE GARCIA LIMA

Estamos estreando uma nova série de registros sobre o que acontece no esporte de Mutum, e também no campo pedagógico, pois o que vamos registrar aqui são histórias de vidas de adolescentes e jovens envolvidos em um projeto interessante que nesse momento ganha sua versão em um projeto muito maior denominado PROJETO XADREZ ESPORTE EDUCACIONAL, um elo de ligação entre a escola e o esporte.
Iniciaremos nossa série apresentando uma enxadrista de Centenário, que soube aproveitar as aulas e o envolvimento do Professor Eduardo Silvério da Silva, Dudu, e o apoio dado pela diretora Lígia Teixeira, para se desenvolver nesse esporte. Estamos falando de Carine Garcia Lima, que atenciosamente respondeu nossas questões e que compartilhamos com os leitores do nosso blog.
Carine Garcia Lima começou a participar de projetos na escola, quando ainda fazia o ensino fundamental (E. E. Álvaro Scherre), uma das escolas que acolheu bem o projeto introduzido em Mutum-MG pela AMMVA (Associação de Mutuenses Moradores no Vale do Aço), e desde então sempre que havia projetos de xadrez participava.
Apesar de afirmar que joga xadrez ocasionalmente, e não pensar em se tornar uma enxadrista federada, deixou sua história no xadrez pelas escolas que estudou.
Apesar de ser um esporte, até então pouco praticado em Mutum, Carine Garcia Lima nos conta que teve uma ótima aceitação da família, sempre dando apoio e incentivo.

Sempre participou de torneios promovidos nas escolas (em período que estudei, ensino fundamental e médio), participou também do JEMG (Jogos Escolares de Minas Gerais) em um período de aproximadamente 5 (cinco)  anos (fase municipal, microrregional e regional), e Festival de Xadrez promovido em nossa cidade Mutum em parceria com a AMMVA e FBX (Fundação Brasileira de Xadrez).

Quando questionada sobre seu ponto forte nessa modalidade esportiva, ela nos disse que é difícil determinar o próprio ponto forte, mas acha que seria a calma e pensamento rápido, que agiliza o jogo, mas que também pode trazer prejuízos em alguns casos. Não teria uma determinada jogada em que teria mais facilidade, acha que o bom do xadrez é um conjunto que deve ser bem trabalhado.
Disse também que conhece vários enxadristas, porém no momento não tem convivência com nenhum deles.
 Atualmente  Carine Garcia Lima estuda na Universidade Presidente Antonio Carlos (UNIPAC), em Aimorés/MG, e estudou na Escola Estadual Álvaro Scherre (Centenário) e Escola Estadual Dionysio Costa (Mutum) onde colaborou com sua participação em atividades envolvendo xadrez já mencionadas anteriormente.
Termina nosso bate bato deixando uma dica para quem pratica xadrez: “ A dica é que continue praticando, apesar de o jogo ser algo inesperado devido ser contra outros pensamentos e estratégias, quanto mais se praticar, mais visão, agilidade, e entendimento terá. “
E outra dica para quem ainda não pratica esse esporte:  “Que pelo menos conheça o xadrez, eu, por exemplo, não pratico o tanto que deveria, mas só de ter o conhecimento já vejo vantagens, o xadrez é algo muitíssimo criativo e que nos desperta a atenção. "O jogo [de xadrez] com olhos vendados contém tudo: poder de concentração, nível de instrução, memória visual, para não mencionar também o talento estratégico, a paciência, a coragem, e muitas outras faculdades. Se fosse possível ver o que se passa na cabeça de um enxadrista, iríamos descobrir um irrequieto mundo de sensações, imagens, movimentos, paixões e um panorama sempre mutante de estados de consciência. As nossas mais precisas descrições, comparadas às deles, não passam de esquemas grosseiramente simplificados." - Alfred Binet”

Agradecemos a Carine Garcia Lima pela colaboração nessa nova série de registro sobre o que acontece em Mutum tanto na área esportiva como na área pedagógica.