sábado, 17 de setembro de 2016

CLÁUDIO EMERSON PANDORA: UM DESPORTISTA COM UMA CAIXA DE EXPERIÊNCIA

O BLOG MUTUM DESPORTIVO bateu um papo com Cláudio Emerson de Souza Oliveira, conhecido como Pandora no meio futebolístico.
Cláudio Emerson Pandora é o diretor técnico atual do Projeto SuperAção aqui em Mutum.
Natural de Italva-RJ, onde ainda reside e coordena junto com seus familiares a empresa P4SPORT Acessoria, Treinamento Funcional e Consultoria Esportiva e a escolinha de futebol Guerreirinhos do Fluminense. Cláudio Emerson Pandora começou nas bases do Vasco da Gama, jogando juntamente com Carlos Germano (goleiro), Bismarck e Sorato.
Jogando como zagueiro, atuou em times do Rio de Janeiro como Cardoso Moreira, Teresópolis e Itaperuna. No Paraná atuou pelo Nacional de Rolândia e Matsubara de Cambará. No Espírito Santo atuou pelo Rio Bananal quando este estava na primeira divisão capixaba e na Aracruz. Também jogou pelo Colo-Colo de Ilhéus (Bahia) e teve sua experiência internacional durante seis meses no futebol vietnamita (Hanói T & T) quando o mercado do sudoeste asiático estava começando a se abrir para os jogadores brasileiros.
PANDORA NO ELENCO DO CARDOSO MOREIRA EM 2007
(FONTE: http://jornalnarede.blogspot.com.br/)
Ele considera como marca da carreira a sua participação na campanha de acesso do Cardoso Moreira-RJ em 2007 e a participação deste modesto time na Primeira Divisão Carioca em 2008.
No jogo contra o Botafogo, no dia 27 de março de 2008, em partida válida pelo carioca, única participação do clube do norte fluminense, no Engenhão, ocorreu um fato inusitado. Esse jogo marcou Cláudio Emerson Pandora pelo que fato dele ter atuado apenas um minuto e sido expulso. Vindo o Botafogo vencer por 1 x 0 em gol contestado de Wellington Paulista. É justamente esse jogo que lhe veio a mente quando questionado sobre o jogo mais marcante da sua carreira.
FICHA TÉCNICA DO JOGO BOTAFOGO X CARDOSO MOREIRA
Segundo Cláudio Emerson Pandora, o projeto SuperAção é excelente não somente por ser um bom projeto esportivo, mas sobretudo por ser um projeto social, contribuindo para a formação humana dos beneficiários do projeto. É verdade que nem todos os garotos integrantes do projeto virão a ser atleta profissional. Mas os ganhos de fazer parte desse empreendimento estão na própria participação do mesmo.
FONTE: URURAU.COM.BR
No entanto, com a experiência que ele tem e a visão sobre o mundo do futebol, e muito desse know how  ele atribui à sua convivência com técnicos como Duílio, Charles Guerreiro, Rubens Filho e outros que contribuíram com sua formação atlética e humana.
Ele vê que o futebol em Mutum é bem visto, muita gente gosta. Lembra que chegou a Mutum por intermédio, entre outros, do desportista e ex-vereador, Marcus Brandão e Eduardo Vita. Também vê a possibilidade de apoiar outros esportes através da sua empresa, como o evento de domingo passado, dia onze, o Encontro de Mountain Bike - Pedal Solidário.
Sua missão é, além de trabalhar a formação, possibilitar que alguns adolescentes e jovens possam fazer experiências em times profissionais, como o Fluminense, onde esse ano teve a oportunidade de levar Bruno Carvalho e no ano passado, Marcos Junior, para o Botafogo.
No entanto, mesmo que o clube reconheça a capacidade técnica do garoto, nem sempre a posição de atuação do atleta é necessariamente a carência do clube naquele momento. Participar de oportunidades de ser apresentado a um clube profissional faz parte do processo, ainda que naquela oportunidade não se viabilize a permanência no mesmo.
O trabalho com futebol de Cláudio Emerson Pandora vai além de Italva e Mutum. Prova disso é o trabalho desenvolvido em conjunto com o União de Marechal Hermes que estará levando promessas do nosso futebol para o México ainda esse ano.
Mas nem tudo está bem no futebol. Pandora vê necessidade de melhor organização nas federações e confederaçÃO (CBF), repensar a relação clube e empresário e melhor capacitação administrativa dos dirigentes, sobretudo dos clubes médios do nosso futebol.

O BLOG MUTUM DESPORTIVO agradece a atenção dipensada por Cláudio Emerson de Souza Oliveira, Pandora, compartilhando conosco suas atuações e visões sobre futebol.

domingo, 11 de setembro de 2016

PEDAL, POEIRA E SOLIDARIEDADE (ENCONTRO DE MOUNTAIN BIKE - PEDAL SOLIDÁRIO 2016)



Aconteceu neste domingo, pela manhã, o Encontro de Mountain Bike – Pedal Solidário 2016, conforme divulgado pelo nosso blog dia 06, terça-feira.

As atividades começaram na AABB (Associação Atlética Banco do Brasil) logo cedo, às 07:00 horas com as inscrições, café da manhã e a benção proferida pelo Padre Dione Leandro.
O evento estava bem estruturado com três carros de apoio e uma ambulância.
Pe. Dione Leandro proferindo a bênção

Em seguida o grupo de ciclistas, organizados em três categorias: Iniciantes, light e pro, pedalaram em direção a cidade pela Avenida dos Pioneiros. Passaram pela feirinha na rua Dr. João Luís Alves (Rua da Goiaba), voltando pela Rua João Teixeira, seguiu-se em direção ao córrego da Ponte Alta, Anchieta, onde o grupo Iniciantes entrou em direção ao córrego do Azul percorrendo os 21Km.



As categorias Light e Pro foram mais adiante sendo que na Floresta, a categoria Pro subiu a serra até São Barnabé e depois em direção ao Alto Santa Maria, voltando por Santa Maria, percorrendo 55Km. A categoria light foi de floresta para Santa Maria e voltando pelo Beira Rio totalizando 40 Km.


No total tivemos 52 participantes, sendo 10 de Ipanema, 5 de Pocrane, representantes de várias outros municípios como Caratinga, Manhuaçu, Lajinha, Ibatiba-ES, Serra-ES e Porciúncula-RJ.



A arrecadação com a inscrição será convertida em donativos.
Acreditamos que esse tenha sido o evento de maior relevância até hoje no ciclismo mutuense, que tem crescido cada vez mais na organização e na adesão de atletas.
Chegando em São Barnabé
Ao fundo São Barnabé
Em Alto Santa Maria, ao fundo Pedra Invejada



O blog Mutum Desportivo agradece a acolhida dos organizadores do evento, bem como a compreensão de todos os atletas participantes.

OUTROS REGISTROS FOTOGRÁFICOS

MOMENTO DA BÊNÇÃO


Ciclistas de Pocrane e Caratinga
Ciclistas de Mutum, galera em peso
Meninas que pedalam
Pasto seco e percurso duro
Chegando a São Barnabé 
Subindo a serra de São Luís, ao fundo São Barnabé
Descendo para Santa Maria
Ciclista de Ipanema-MG
Poeira na passagem do carro de apoio, teve isso.

Passando por Santa Maria




sábado, 10 de setembro de 2016

COPA ROSEIRAL DE FUTSAL


COPA ROSEIRAL DE FUTSAL
Aconteceu dia 04 de setembro a Copa Roseiral de Futsal, na Quadra de Esportes de Roseiral.
Organização do 3º ano da Escola Estadual.
O evento, dividido em três categorias, Sub-07, Sub-10 e Sub-12, contou com as equipes Joga 10 (Mutum), Humaitá, Estrelas da Bola (Mutum) e Roseiral.
JOGA 10: CAMPEÃO SUB-07 (FB/EDUARDO SILVÉRIO DA SILVA)

CAMPEÕS:
SUB-07: Joga 10
SUB-10: Humaitá
SUB-12: Estrelas da Bola
ESTRELA DA BOLA: CAMPEÃO SUB-12 (FB/MARIA RSOARES)



terça-feira, 6 de setembro de 2016

ENCONTRO DE MOUTAIN BIKE - PEDAL SOLIDÁRIO 2016


O ciclismo tem crescido muito em Mutum. Mesmo sabendo que a prática é amadora e fica no patamar do lazer na maioria das vezes, o nosso blog, MUTUM DESPORTIVO, tem dentro da sua limitação, divulgado o ciclismo praticado por mutuenses e o ciclismo em geral para quem é de Mutum.
Um grande evento de proporções ainda não realizado em Mutum vai acontecer nesse domingo, dia 11 de setembro. Unindo solidariedade com a prática esportiva. Um grupo de entusiastas pelo ciclismo está organizando o ENCONTRO DE MOUTAIN BIKE, PEDAL SOLIDÁRIO 2016.

Em diálogo com Rogério da Rogério Bike, tivemos a dimensão do entusiasmo dos organizadores.
Como se trata de um evento solidário, com a finalidade de angariar fundos para atividades de solidariedade na comunidade mutuense, a inscrição terá o custo de R$ 30,00. O Início será na AABB a partir das 08:00 hs com inscrição e café da manhã.
A saída será as 08:00 horas, passando pela feirinha na rua Dr. João Luiz Alves (Rua da Goiaba) e pelo centro da cidade. Depois o percurso seguirá em direção a Ponte Alta e Anchieta onde começará a se diferenciar para cada uma das três categorias.
Percursos distintos:
INICIANTE: 21 KM (Passando pelo Córrego do Azul).
LIGHT: 40 KM (Até Floresta e Santa Maria)
PRO: 55 KM (Até o Alto Santa Maria)
Rogério ainda salienta a solidariedade dos patrocinadores, que são vários, que mesmo na crise, se dispuseram a ajudar esse evento tão importante, exigindo uma boa organização com Carro e Moto de Apoio durante o percurso.E como todo primeiro evento, a expectativa é que o segundo tenha mais apoio, vindo inclusive de empresas de fora, agregando mais know how.

O blog Mutum Desportivo se comprometeu a estar presente no evento, agradece os patrocinadores, e deseja desde já boa pedalada aos participantes e sucesso para os organizadores.

terça-feira, 16 de agosto de 2016

COMO MUTUM VÊ AS OLIMPIADAS: GRÉCIA ANTIGA

NOTA DO BLOG: Estamos postando esse texto, que não é de autoria de mutuense, mas tem haver com a filosofia e serve para esclarecer a relação entre a mitologia grega e a olimpíadas. Percebermos que alguns mutuense ora questionam qual essa relação e outros já tem
conhecimentos suficientes para fazê-la.

APRENDAMOS COM OS GREGOS

Na Grécia antiga, a Olimpíada era uma competição esportiva entre os melhores atletas da região com o objetivo de homenagear Zeus. Durante os dias em que as exibições ocorriam, guerras eram suspensas e a paz suprema reinava entre todos os povos de maneira inquestionável.
E como isso homenageava Zeus, o deus dos deuses, filho de Chronos? Mostrando uma espécie de perfeição da energia da espécie, usando os feitos esportivos campeões como exemplo do quão capaz era a humanidade como um todo.
As Olimpíadas, na Grécia antiga, eram muito mais filosóficas do que atléticas – até porque mal existia uma linha que separasse os dois conceitos.
Hoje, talvez, não seja diferente. Hoje, mais de 3 bilhões de pessoas no mundo todo param para ver o que atletas dos 5 continentes tem de melhor. Testemunham contorcionismos embasbacáveis das ginastas; velocidades guepárdicas de corredores; força paquidérmica de levantadores de peso; fluidez de nadadores que invejam golfinhos; e um tipo de garra que apenas nós, humanos, conseguimos ter. Há mais para as Olimpíadas do que o mero esporte: há a exibição do que os nossos corpos, motivados pelas nossas mentes, são capazes.
Na Grécia antiga, as Olimpíadas eram fonte de inspiração para os mais diversos gênios – incluindo, para ficar apenas em um dos maiores contadores de história da humanidade, Homero. Os feitos que aproximavam homens de Deuses davam margem a personagens, a épicos, a mundos que existem apenas na imaginação de quem testemunha heróis.


Aprendamos mais com nossos ancestrais gregos, a quem tanto devemos. Esses dias em que vivemos são dias de parar, contemplar e deixar o heroismo alheio entrar pelas nossas pálpebras, tocar os nossos corações e gerar impulsos em nossos dedos ávidos por contar histórias.
FONTE: CLUBE DOS AUTORES

sábado, 13 de agosto de 2016

COMO MUTUM VÊ A OLIMPÍADAS: MAURÍCIO SOUZA LIMA

Os jogos são talvez hoje uma das duas formas extravagantes de unir ou até mesmo de separar as nações de todo mundo. A outra forma seria uma nova guerra mundial. Graças a Deus estamos distantes de uma nova guerra. Mas ao vermos em nossos atletas nesses jogos olímpicos, tamanha desenvoltura de homens e mulheres chegando ao mais alto nível de comprometimento e esforço, de planejamento e investimento, de estratégias acertadas de equipes inteiras. Percebemos que podemos ir mais além do que já fomos. Podemos ainda nos superar, melhorar. Há claro que uma nova postura a ser tomada, principalmente pelos acomodados. Quem não se move, não chega a lugar algum. Quem não treina, repete, se cansa, não melhora.

Não conseguimos ver ainda, em cidades como a nossa, nenhuma postura assertiva em relação ao esporte, por exemplo. O futebol a muito tem sido o reflexo de frustrações. Não só no cenário nacional, mas municipal também. Não digo em relação só a títulos, mas da esportividade, e amizade.

O esporte constrói a integridade de homens e mulheres, através da competitividade, não de uma busca em ser melhor que os outros, mas ser melhor do que já somos. Na coletividade aprendemos a conviver com outros conhecidos ou não. O respeito ao próximo e a sempre busca da dignidade.

Somos reféns nos nossos dias, da criminalidade, da falta de interesse de aprendizado pelas nossas crianças, e adultos também.
No esporte lutamos desde cedo, para que nossos filhos, as futuras gerações aprendam a valores para toda vida. Se não educarmos nossos filhos, não adiantará no futuro cobrarmos dos pais que olhem para suas crianças com responsabilidades.

É necessária a ética da convicção por parte de nossos governantes, para que façam mais por nossas futuras gerações não por causa de votos simplesmente, mas por um futuro melhor.

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

COMO MUTUM VÊ A OLÍMPIADAS: TEREZINHA REIS FREITAS


NOTA DO BLOG: Iniciamos nossa série “COMO MUTUM VÊ A OLIMPÍADAS” postando uma mensagem de, nossa sempre colaboradora,Terezinha Reis Freitas enviada para o blog Mutum Cultural. No entanto, entendemos que tem muito haver com a proposta da nossa série. Abraços. Trata-se do compartilhamento feito da página do Facebook de Otávio Leite, deputado federal pelo estado do Rio de Janeiro sobre as olimpíadas desse ano, em especial, a abertura.
Entendemos que ao compartilhar, tais palavras representam o seu pensamento. O seu modo de ver a Olimpíadas.


Magnifico espetáculo!
Criatividade e beleza plástica impressionantes.
Me lembra o verso " a força da grana que ergue e destrói coisas belas "...
Repercussão internacional positiva , exceto nos EUA ( Washington Post e N.Y.Times que lembram apenas das mazelas).
Nada é absoluto !

sexta-feira, 22 de julho de 2016

POR UM FUTEBOL ARTE

NOTA DO BLOG: Reproduzimos em nosso blog o artigo de Jacques Gruman por entender que se trata de uma análise crítica dos descaminhos do futebol, sobretudo do futebol brasileiro. O mercado tem essa propriedade, de transformar sonhos e criatividade em mercadoria. 

Como se diz Mengo em islandês?
JACQUES GRUMAN*

Sei que nada será como está/
Amanhã ou depois de amanhã
(Milton Nascimento)

Sem demagogia. Nunca estive na geral do Maracanã. Minha pátria era a arquibancada de cimento, na diagonal atrás de uma das traves. Em dias de grandes clássicos, público roçando 150, 160 mil pessoas, a turma da arquibancada se esbaldava jogando todo tipo de tralha nos geraldinos. Sacos de xixi, restos de comida, garrafas, pedaços de madeira e PVC, sólidos não identificados. Isso quando não desabava um torcedor lá de cima (como nos trágicos acontecimentos da final do Brasileirão de 92). Festa para uns, desaforo para outros, encontro marcado para todos.

O Maracanã foi planejado como uma espécie de panela da divisão de classes no Rio. Na geral, ficava o povão, que ia ao estádio de trem e acabou criando uma cultura de quem assiste um jogo de futebol em duas dimensões, pertinho dos técnicos e reservas. Nestas circunstâncias, em total desconforto, surgiram personagens folclóricos, que faziam dos 90 minutos um tempo teatral, de confronto imaginário com seu próprio time (ah, como era imperdoável perder aquele gol ou não perceber que a melhor jogada era outra). Olhando as imagens do excelente documentárioGeraldinos, dirigido por Pedro Asbeg e Renato Martins, a gente tem a impressão de que era na geral que a paixão pelo futebol se exibia em estado bruto. Hulks remendados, Tarzans banguelas, uniformizados, Mister M, caixões improvisados, charutos. Um desfile de carências e sonhos, transformados em potência por breves instantes.
O velho Maraca, convenhamos, não tratava muito bem as torcidas. Conforto, para quê? Os banheiros, só masoquistas de manual têm saudade deles. Quem tomava uns birinaites ou exagerava nos chopes tinha que enfrentar um mar tempestuoso de ureia para esvaziar a bexiga. Se o pastel de vento caísse mal, melhor seria segurar a onda. O cheiro dos Walter Carlos intoxicaria estômagos de aço. Reza o folclore que máscaras contra gases ficaram inutilizadas depois do primeiro contato com aquela sucursal do esgoto. Apesar disso e de outros poréns, não havia torcedor que fugisse dos sagrados encontros dominicais. Memoráveis, vitais, avassaladores, fraternos.
Da estrutura provecta só resta uma casca. Sucessivas reformas extinguiram a geral e deram um ar de fraque ao que era estritamente popular. Faz lembrar as polêmicas em que se meteram vários intelectuais na aurora do futebol no Brasil. Lima Barreto era um beque de roça na batalha. Disparava botinadas naquele esporte que ele via como Cavalo de Tróia na alma brasileira. Em 1907, decretava: “O futebol é coisa inglesa que nos chegou pelos arrogantes e rubicundos caixeiros da Candelária e arredores, nos quais teimamos em ver lordes e pares do Reino”. Não foi assim que a banda tocou. Dos off sides, center halfsplayers e quipers (goal keepers), a gente inventou um estilo que driblou as origens. A descaracterização do Maracanã não vem sozinha. É parte de um amplo movimento global, atualiza, de certa forma, os temores do Lima e consolida outras transformações.
Acabaram-se os técnicos boleiros, que exalavam a mesma paixão de seus jogadores. Gentil Cardoso, Yustrich e João Saldanha evocam uma espécie extinta. Hoje, temos os “professores”, burocratas da bola, funcionários de aluguel. O mesmo se pode dizer dos jogadores folclóricos, com forte vínculo com suas origens e suas torcidas. A incubadora que gerou um Dario Peito de Aço (que, é bom não esquecer, começou a jogar no Campo Grande) fechou as portas. Hoje, as escalações estão cheias de nomes e sobrenomes, profusão de consoantes duplicadas.  Os apelidos de antigamente mostravam a raiz peladeira, de pés no barro, e o prazer
lúdico do esporte. Afonsinho, que desafiou a ditadura dos “professores” e cartolas, gostava de sentir o cheiro da grama molhada nos jogos em dias de chuva. Alguém consegue imaginar que, digamos, Neymar esteja ligado nessas abstrações? O jogo passou a ser meramente utilitário, quero dizer, meio de faturar. Cada jogador carrega na camisa uma etiqueta invisível, com o preço do seu passe. Viraram reclames ambulantes. Quem é que pode se apaixonar por uma mercadoria? Também sumiram os filósofos do futebol. Como Neném Prancha. Nada disso é casual. Tudo faz parte de um sistema que tem, no núcleo, a substituição de uma criação popular pela lógica do mercado. Futebol vende, e estamos conversados. Acabou-se a inocência, da mesma forma que acabou o cuidado artesanal nos primórdios da Revolução Industrial, atropelado pela produção padronizada e em larga escala. Os campos de várzea habitam o território da memória afetiva. A realidade são as “arenas” privatizadas e os craques fashion.
Um flash back, volátil como todo flash back, aconteceu há poucos dias. Numa dessas jornadas em que o futebol ainda é fértil, um time supostamente inferior derrotou o favorito. A seleção islandesa bateu os lordes do Lima Barreto. O que me impressionou não foi a qualidade técnica dos lourinhos. Terminada a partida, os jogadores correram em direção à torcida (5% da população islandesa estavam no estádio!) e praticamente se fundiram com os torcedores. Em determinado momento, o capitão do time se transformou em regente de orquestra. Com gestos firmes, pediu silêncio à torcida – que se calou. Em seguida, começou, junto com os demais jogadores e num ritmo perfeito, a coreografar o grito de guerra, que exigia uma coordenação difícil de alcançar naquela montanha de gente. Tudo acabou num carnaval, time e torcida em harmonia. E felizes. Dizem que foi esse tipo de proximidade que lançou as bases da enorme popularidade do Flamengo. Nos primeiros tempos, quando o remo ainda era o carro chefe, o time de futebol ia a pé para o campo de treino, confraternizando com os eventuais passantes. Aquela disponibilidade e a simpatia dos jogadores fizeram o resto.
Numa mesa de debates na Flip, a neurocientista Suzana Herculano-Houzel comentava a relação entre cérebro e consciência. “Olhar para aquela matéria e entender que são moléculas, mas que, por causa da maneira muito particular em que se organizam, se transformam num ser que pensa, que tem opiniões sobre o Universo, isso é poesia suprema”, disse. Pois a poesia que a molecada injetou no jogo dos lordes está perdendo de goleada para o business. No documentário sobre a geral, o jornalista Lúcio de Castro, um dos raros que respeito na área esportiva, chorou ao lembrar em que se transformou o Maracanã. Otimista, enxugou as lágrimas e disse acreditar que o povo ainda recuperará sua casa de futebol. Será que a poesia voltará um dia ao Maracanã, onde hoje vagam, abúlicos, os fantasmas órfãos dos geraldinos e arquibaldos das antigas?

* JACQUES GRUMAN é Engenheiro químico, ativista da esquerda judaica laica e internacionalista. Escreve crônicas semanais, sempre às segundas-feiras.


quinta-feira, 21 de julho de 2016

ENXADRISTAS DE MUTUM NA ESTADUAL DO JEMG




Três atletas de Mutum estão classificadas para a etapa Estadual do JEMG (JOGOS ESCOLARES DE MINAS GERAIS).
SÃO ELAS:
MÓDULO I
Jaqueline Lomba da Silva, da E.E. Maria Luiza Alves Vieira.
MÓDULO II
Aléxia Gabriela Almeida Martins e Luana Souza Marques, ambas da E.E. Dionysio Costa.

Elas não representam somente suas escolas, mas todo um projeto desenvolvido por vários professores de educação física e professores de outras áreas, como matemática, na introdução e desenvolvimento do Xadrez Escolar em nossas instituições de ensino da rede pública.
Por trás de todo esse trabalho, sempre frisamos isso, está a Fundação Brasileira de Xadrez, de Ipatinga-MG, que chegou até Mutum pelo incentivo da AMMVA, na pessoa de seu então presidente , Deusdeth Junior Amorim.

Contar com três atletas em quatorze classificados para a etapa Estadual prova que estamos no caminho certo.

SÉRIE: COMO MUTUM VÊ AS OLÍMPIADAS



Bem, aqui estamos nós na eminência de compartilhar mais uma ideia. As ideias fervilham aqui dentro.
Sei que  90% delas não saem do papel e por isso ficam perdidas em alguma conexão neural desativada no cérebro. Agora elas também poderão vir a fica perdidas em alguma postagem no nosso blog.
Antes, durante e por um tempo depois, gostaríamos de postar no nosso blog a opinião de mutuenses focados nos jogos olímpicos desse ano que começarão em breve.
Fica aberta a participação de todos que moram em Mutum e que fazem parte do nosso grupo no facebook. Basta enviar seu texto, com foto de algum evento esportivo que você participa (opcional) e dizendo o que acha das olímpiadas no Rio desse ano.
Envie para blogmutum@gmail.com que retornaremos.

Ajude a construir o blog MUTUM ESPORTIVO para que ele possa ser nosso acervo esportivo.

sábado, 5 de dezembro de 2015

CICLISMO: BRASIL ENDURO SERIES

Andre Bretas será o 1º brasileiro no Enduro World Series


Bretas em Valdívia, no Chile
Bretas em Valdívia, no Chile
Foto de divulgação
O piloto mineiro Andre Bretas concluiu neste fim de semana a temporada com mais um feito inédito em sua carreira, após a conquista dos título de campeão brasileiro de Enduro e do Brasil Enduro Series. Ao terminar em terceiro lugar e subir no pódio da etapa chilena de Valdivia do Montenbaik Latam Enduro Series, Bretas garantiu o vice-campeonato da temporada e credenciou-se como primeiro brasileiro na elite do Enduro MTB a poder disputar o Enduro World Series (EWS), principal competição do mundo na modalidade, em 2016.
Bretas viveu altos e baixos durante os dois dias da competição no Chile. Enquanto no sábado (28) registrou os melhores tempos em dois dos cinco estágios cronometrados, no domingo (29) o piloto foi o melhor em uma das duas especiais realizadas. Na soma dos sete estágios, teve o tempo acumulado de 29min15 contra 29min02 do campeão em Valdivia, o chileno Mauricio Acuña.
“Comecei mal no primeiro dia, com alguns erros graves nas duas primeiras especiais, mas consegui recuperar o tempo perdido nas três seguintes, com o melhor tempo na terceira e na quinta descidas. Da nona colocação subi para terceiro ao fim do dia 1, o que me deixou muito satisfeito”, relatou o valadarense, que pedalou mais uma vez com sua S-Works Enduro.
“No dia 2 da competição infelizmente não foi diferente. Errei muito na primeira especial e completei com o décimo tempo. No último estágio cronometrado, técnico e muito rápido, sabia da necessidade de me superar para garantir o pódio. Soltei o freio e fiz uma descida muito forte, surpreendendo a todos. Fiquei sete segundos a frente do segundo colocado naquele trecho, algo bem significativo”, completou Bretas.
Apesar de ter aceitado o desafio de disputar a prova no Chile em um período de descanso, já focado na próxima temporada, Bretas se mostrou satisfeito e surpreso com seu resultado. “Confesso que a terceira colocação foi uma surpresa grande e muito boa. Vim com o intuito de participar, ganhar experiência internacional e tentar um top 10”, comentou. “Se tem algum país na América do Sul com pilotos de alto nível e que podem me trazer dificuldades no Enduro MTB é o Chile. Por isso quis vir para cá, mesmo sem estar no melhor condicionamento físico”.
Vaga garantida no Enduro World Series
Após completar sua participação na etapa decisiva do Monteinbaik Latam Enduro Series, competição com início em Bariloche (ARG) e prova intermediária em Urubici (SC), Bretas recebeu da organização uma excelente notícia. “O vice do latino-americano me deu acesso ao Enduro World Series, prova restrita em que nem todos atletas podem participar. Recebi a notícia do organizador Matias Del Solar, de que o diretor de prova do EWS, o Chris Ball, me deu passe livre para participar de todas as etapas de 2016”, revelou. “Algo inédito entre os profissionais brasileiros do esporte”, concluiu.
“É muito bom contar com isso e ter essa oportunidade de acesso ao EWS, o que muitos pilotos tentam e não conseguem. O vice-campeonato no Latam surpreende porque só corri duas das três provas, Urubici e Valdivia, e a diferença de pontos foi bem pequena em relação ao vencedor, o Andreas Kukulis do Chile, que disputou as três etapas. Esse é, até agora, o maior feito no Enduro em minha carreira”, festejou Andre.
Agora, o atleta Specialized já começa o planejamento para dois de seus maiores desafios no ano que vem, as etapas chilena e argentina do Enduro World Series, marcadas para os meses de março e abril, respectivamente. Irlanda, Estados Unidos, Canadá, França e Itália (duas provas) recebem as demais fases do EWS na próxima temporada. “Quem sabe também não participo das demais etapas. Seria um sonho representar o Brasil também nesses países”, avaliou Andre Bretas.
FONTE: BIKE MAGAZINE

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

RUGBI: TUPIS X ALEMANHA

PACAEMBU ESTÁ PRONTO PARA A ESTREIA DO RUGBY

Seleção Brasileira Masculina encara a Alemanha, nesta sexta-feira (4), às 21h, pelo Super Desafio BRA de Rugby XV

03/12/2015 | Confederação Brasileira de Rugby.


São Paulo (SP) – O estádio do Pacaembu está pronto para receber a estreia oficial e também da Seleção Brasileira de rugby em seu gramado. Os Tupis encaram a Alemanha, nesta sexta-feira (4), às 21h (horário de Brasília), pelo Super Desafio BRA de Rugby XV. A entrada para o confronto é gratuita mediante a doação de um livro novo ou bem conservado.
Tradicional palco do país, o Pacaembu abre os portões para o primeiro evento de não-futebol em seu campo desde a reforma feita no local, em 2007. Nesta quinta-feira (3), foram instaladas as traves em formato de H, com a presença de jogadores do Brasil e de membros da CBRu.


LEIA MAIS EM: Página Oficial da Confederação Brasileira de Rugby

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

ENXADRISTAS DE MUTUM: WALACE CALIXTO

O xadrez é considerado uma elevada criação do gênero humano, mesmo que voltado para o prazer lúdico (jogo = brincadeira = esporte), e que se difundiu desde sua debatida origem (China , século III A.C. !? ou Índia, século IV, de nossa era) por praticamente todas as culturas e países do mundo inteiro. Em seu aspecto formal, o xadrez liga-se à ciência por empregar o método e o pragmatismo científico em seu estudo técnico bastante rigoroso; une-se igualmente à arte, devido ao valor e impacto estéticos originais derivados do esforço de se “jogar bem e bonito” e de seu inerente desafio de criatividade; e, por fim, também ao esporte no sentido lato por envolver dois adversários em luta direta a partir de condições iguais, sob regras previamente definidas, e que medem entre si, e ante os demais, certas habilidades típicas. E o xadrez ainda dispensa a exigência de qualquer biótipo físico, não valorizando à priori qualquer competidor por ser naturalmente mais rápido, mais alto, ou mais forte do que outro concorrente. (FBX.COM.BR)


A SÉRIE ENXADRISTAS DE MUTUM faz menção a mais um mutuense jovem que pratica esse esporte em crescimento a partir do desenvolvimento da internet.

Wallace Calixto é mais um fruto do trabalho da AMMVA (Associação dos Mutuenses Moradores do Vale do Aço), através do esforço de seu presidente, Deusdeth Junior Amorim, juntamente com a Fundação Brasileira de Xadrez (FBX) na pessoa do professor Geraldo Antonio Filho.

Wallace Calixto  que atualmente estuda Bacharelado em Física na Universidade Federal do Espirito Santo (UFES), nos conta que seu envolvimento com o Projeto de Xadrez começou muito cedo, quando tinha em torno de 7 anos, com o professor José Antônio Barcelos quando ainda estudava na Escola Estadual Juarez Calixto da Cruz Jr, em Santa Rita.
Por causa dos estudos joga ocasionalmente, mas no futuro ainda pretende jogar profissionalmente.

Sempre foi seu sonho jogar xadrez profissional, tornar se GM (Grande Mestre de Xadrez), lamenta o fato de ainda não ter tido essa oportunidade.

Ele ainda ressalta o apoio de sua família, sempre o incentivando. Disputou campeonatos escolares, Jemg, festivais da FBX, entre outros eventos em Mutum e região.

Questionado sobre seu ponto forte, ele responde que sempre foi o início do jogo, sempre teve um grande conhecimento teórico de aberturas, sempre ganhou os jogos logo no começo, em muitas vezes seus adversários nem percebiam que o jogo já havia acabado uns 5 movimentos atrás.


Segue ele: “Sempre tive habilidade em jogos abertos, com muitas armadilhas, jogos com várias oportunidades de inovar. Mas sempre tive algumas posições preferidas, como a defesa siciliana, gambito do rei, sempre posições mais ousadas para surpreender os adversários.”

Ele pratica xadrez com seu amigo Walysther Caio, jogando quando há oportunidade.

Leia a postagem sobre Walysther Caio em: 


Walace Calixto termina com uma dica para quem pratica Xadrez e um recado para quem ainda não pratica:

Sempre persistir em seus sonhos, treinar muito e estudar bastante para conquistar seus objetivos. Pois o objetivo é sempre o xeque-mate.”


Todas as pessoas deveriam experimentar esse magnifico jogo, que nos ensina a pensar. O xadrez só tem a acrescentar conhecimento em sua vida.”

O blog MUTUM ESPORTIVO e o blog MUTUM PEDAGOGICO, agradecemos a atenção de mais um enxadrista mutuense.

sábado, 14 de novembro de 2015

ENXADRISTAS DE MUTUM: WALYSTHER CAIO




Estamos na segunda postagem da série Enxadristas de Mutum, com o objetivo de registrar a história da introdução e desenvolvimento do Xadrez em Mutum, a partir da iniciativa da AMMVA (Associação dos Mutuenses Moradores no Vale do Aço), em parceria com a FBX (Fundação Brasileira de Xadrez).
O bate-papo dessa vez foi com Walysther Caio, que se desenvolveu no xadrez graças ao Projeto implantado na Escola Estadual Juarez Calixto da Cruz Jr, em Santa Rita, pelo professor José Antonio Barcelos, entre outros profissionais.

Questionado se joga sempre, Walysther responde: _Quando eu tinha foco e objetivo jogava todo dia. Hoje em dia a lei da vida me fez afastar-me daquilo que gosto. Mas ainda jogo ocasionalmente e futuramente planejo montar algum projeto para levantar em nossa região esse esporte/jogo/arte tão fantástico!

Ele também fala do seu sonho: _Era meu sonho desde criança. Ser reconhecido e tornar-me GM (Grande Mestre de Xadrez), o título mais top, digo, mais reconhecido da categoria. Infelizmente a falta de oportunidade na região não me deu muitas escolhas, fiquei velho e a necessidade básica de viver sempre grita mais alto.

Menciona o apoio da família:  _A família sempre gostou de me ver ganhando e sabia apoiar quando perdia, apesar de eu não me perdoar.

Depois estudando o Ensino Médio na Escola Estadual Dionysio Costa, ele participou do JEMG (jogos escolares de Minas Gerais) e disputou os eventos em Mutum, e Ipatinga, realizados pela parceria da AMMVA com a FBX.


Falando sobre suas táticas, ele nos revela quando questionado sobre o seu ponto forte no xadrez: _ Sobre o jogo, meu ponto fundamental era nunca desistir. Meu jogo poderia estar acabado, mas gostava de levar a "guerra" a frente e fazer umas graças ao adversário. Jogo pra mim tem que ter Xeque-mate! Odeio quando os jogadores se dão por vencidos sem mesmo tentar continuar. O Xadrez Científico, sabemos que a matemática não falha, e sim o jogo está acabado. Todavia, se tratando de pessoas, eu acredito que o jogo deve prosseguir ainda que se saiba que está "morto"! Isto é uma arte milenar de guerra, é um desrespeito não levar "a batalha a frente".

Em que jogada você tem mais habilidade?
Gosto de todas. Não sou conservador, as vezes crio variações dos jogos estudados e faço uma "graça" ao adversário que só sabe a decoreba. (Porém isso é arriscado). Particulamente falando, no meio-jogo eu era craque em fazer jogadas com os cavalos, principalmente à descoberto em 5 jogadas. Também era muito bom em finais de peão e torre.

Hoje Walysther Caio estuda na FACIG de Manhuaçu, cursa Direito, e diz que muitos amigos jogavam e pararam. Só ele e seu amigo (que em breve também estará nessa série) Walace, continuaram. Segundo ele, muita gente “mexe” com  Xadrez, mas precisam treinar mais.

Finalizando o bate-papo ele deixa uma dica para quem pratica xadrez: “Não desista. Nunca desista. Tanto no jogo como nos objetivos. Leve seu ritmo até o "Xeque-mate da vida" ou a sua vitória.”

E um recado para quem ainda não pratica: “Deveriam conhecer o jogo. Ele é a mais fantástica criação humana em se tratando de Arte, Esporte e Jogos. Quem o pratica aumenta sua percepção de vida e conhecimento, até mesmo de seu "eu" interior. Aprenda a jogar, não custa nada!”

VEJA A PRIMEIRA POSTAGEM DA SÉRIE EM: CARINE GARCIA LIMA.